#KissMeFirst: série sobre realidade virtual.

19-02-2019


A trama, baseada num livro homônimo de Lottie Maggach, aborda uma realidade paralela bastante próxima da nossa, em que a existência de uma plataforma de realidade virtual chamada Azana  começa a atrair milhares de jovens jogadores ao redor do mundo. 


Nesse contexto, somos apresentados á doce Leila, uma jovem bastante tímida que perde sua mãe por causa de uma doença e passa a viver sozinha. Leila sempre foi viciada no Azana, mas depois da morte da sua mãe ela praticamente não possui vida fora do jogo até conhecer a linda Tess, uma mulher problemática (problemas psicológicos, depressão, problemas com drogas, família, etc) que acaba apresentando  Leila ao grupo PILULA VERMELHA, composto por jovens psicologicamente e fudidos (principal característica para entrar no grupo) e liderado por Adrian (criador do grupo).

O PILULA VERMELHA não é só um grupo, na verdade é a outra realidade virtual criada dentro do próprio jogo, é um lugar paradisíaco e fascinante. Esse local se torna a segunda casa desses jogadores, uma válvula de escape do mundo real. Quem entra nesse 'paraíso' literalmente não consegue mais sair. Cada jogador é selecionado a dedo pelo criador desse novo 'mundo' Adrian.


Adrian (personagem só aparece como o avatar) é um usuário misterioso que aparentemente quer ajudar os jogadores com seus problemas e criou o 'paraíso' como forma de ajuda-los. Mas suas intenções são outras.


No Azana, existe um sistema de segurança (colar) que impede que o jogador sinta qualquer tipo de dor. Mas na PILULA VERMELHA o usuário pode sentir TUDO, cada soco, cada chute...O que parece maravilhoso no início mas no decorrer da história você vai percebendo que não é bem assim. 


De forma misteriosa os jogadores começam a desaparecer no mundo virtual e Leila percebe que algo ruim esta acontecendo. Ela começa a verificar os endereços dos jogadores e percebe que eles morreram. Nesse contexto os acontecimentos vão se desdobrando e a protagonista vai montando o misterioso quebra-cabeça.

 A série aborda questões muito interessantes e levanta diversos debates sobre os maiores problemas que a sociedade moderna enfrenta: desequilíbrios emocionais, abuso, pedofilia, identidade de gênero, drogas, depressão, falta de perspectiva social, instabilidade familiar, amizades tóxicas e o perigo da realidade virtual. 

A série não aprofunda muito essas pautas, mas no meu ponto de vista é proposital. Porque você não sente essa necessidade de abordar cada assunto e sabe por quê? Porque você acaba se identificando em diversos momentos da série e entende exatamente a mensagem que eles querem passar.

São 6 episódios com pouco menos de uma hora e a sensação é de que são longa-metragens de três horas (sem exagero). Não é que cada episódio tenha uma grande quantidade de informação, mas as cenas são lentas e a narrativa te suga pra dentro daquele universo. E eles conseguem viu! 

Acho que no início você fica em êxtase com a nova realidade tanto quanto os personagens, mas depois você vai se sentindo extremamente sugado pela nova realidade, você se sente sufocado. Você vai perceber que a série se torna mais pesada do que ela realmente é porque ela te sufoca. 

Talvez isso seja uma qualidade, mas eu realmente senti a necessidade de fazer várias pausas estratégicas pra descontrair um pouco, relaxar... Talvez seja digna de maratona em determinado momento (estado de espírito específico ou um final de semana em específico). Mesmo adorando a história eu confesso: não é uma série agradável de assistir.

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